terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bagunça mental, nem tanto.

Como escrever quando não há clareza na cabeça ?

As idéias correm, pulam, param por um instante apenas para posar para uma foto.

Nada é como é, nada é limpo e claro e organizado. Há essa certa turbulência, esse não-sei-o-quê que espreita nossas vidas.

Nunca foi calmo, problemas sempre foram problemas, mas sempre há aquele momento em que eles se tornam bobeiras, se tornam inseguranças tolas que não apresentam perigo.

E quando esse momento acaba ? Esquecemos que essas coisas não são de verdade, ou começamos a acreditar em seu poder destrutivo ?

O que acontece, é que por um acaso do destino, sei lá, talvez tenha a ver com júpiter em saturno na casa de áries, ou talvez só encolhemos e deixamos as preocupações crescerem, e de repente não somos mais tão invencíveis e o chão ao nossos pés parece ter 10 centímetros de diâmetro. É como as garças equilibradas em varas de bambu, mas sem a graça e o equilíbrio. E com dez pratos numa vareta em cada mão.

Sabe, não passa de besteira, o que pode ser tão forte que nos impede de sorrir ? De lembrar que a vida é boa ?

Se temos que atravessar esse pântano de medos, tristezas e decepções para enfim chegar à praia limpa, serena e paradisíaca com a qual sempre sonhamos, atravessemos com coragem. Criemos fé para seguir em frente. Precisamos acreditar que logo depois dessa mata fechada e escura, há areia quente e um mar tropical nos esperando, com água de coco e uma cadeira de praia.

Não podemos nos perder nesse pântano, pois aí é mais difícil sair dele, e acredite, tem gente que tá perdida até hoje, e tem outras que nem voltam desse lugar negro em nossa existência.

A gente esquece que nos piores lugares surgem as criações mais impressionantes desse nosso mundo, mas sempre se lembra, quando estamos na praia, que o tempo pode fechar e uma chuva pode estragar tudo.

Então vamos lá, é ruim mas vai melhorar daqui a um tempo, basta que encontremos uma flor-de-lótus para renovar nossa fé, e ter esperança de que mesmo nas piores situações, podemos sobreviver. E que tudo isso, esse marasmo, cansaço, essa desilusão e certeza de que tudo está perdido, não passa de uma noite mal dormida, e que amanhã, quando acordamos com um belo pôr-de-sol, descobriremos que não é preciso mais nada para se ter uma noite maravilhosa e um ótimo sono.

E enfim, depois disso tudo, percebemos que o que era uma dor de cabeça, e uma folha em branco a dez minutos atrás, agora é um sorriso estampado no rosto e três páginas com uma mensagem que sempre esteve dentro da gente, bem escondida naquele pântano onde ninguém deseja procurar, mas que de vez em quando, nossa única salvação é encontrá-la.

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